Villas-Boas no Chelsea!


Custou! Custou-me muito, como Portista, a saída de André Villas-Boas do Futebol Clube do Porto.

 

Villas-Boas correu atrás dos milhões do Chelsea

Que no futebol o que hoje é verdade amanhã é mentira já todos sabemos, mas há alguns casos em que nos recusamos a acreditar. Este “miúdo” que há um ano atrás chegava ao FCP como aposta de risco de Pinto da Costa, visto por muitos como a tentativa absurda de encontrar um clone de Mourinho, surpreendeu pela sua forma esclarecida de falar e de estar, ao fim de ouvir Villas-Boas falar durante cinco minutos constatámos que ele sabe o que quer e sabe o que tem de fazer para o conseguir.

 

Ao longo da época foi perfeito. O Porto nunca passou por nenhuma crise de resultados e quase sempre jogou bem, acumulou recordes e títulos naquilo que foi umas das melhoras épocas da sua história.  Fora do campo Villas-Boas ia acumulando juras de amor ao clube com a mesma frequência que dava as tão desejadas alfinetadas nos rivais encarnados da segunda circular.  Nunca falou em dar o salto para outro campeonato mais cotado, garantia que estava na sua “cadeira de sonho” e que ficaria ali por muito tempo, enquanto o clube assim o desejasse. Até Pinto da Costa, provavelmente um dos dirigentes mais experientes do mundo do futebol, foi “enganado” por este menino.

 

Os adeptos do FCP estão habituados a mudanças no clube, a ver partir os seus melhores jogadores assim como os treinadores. Não me lembro de ninguém ficar indignado com as saídas de Deco, Ricardo Carvalho, Lucho, Lisandro, Pepe, Quaresma, nem do próprio José Mourinho. Os adeptos percebem que são negócios que têm de ser feitos, que o Porto é um clube vendedor. Com Villas-Boas fomos iludidos! A Villas-Boas não lhe bastava ser um bom treinador e ser admirado por isso. Queria ser um ídolo e não olhou a meios para o ser.


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